Descubra as tendências comportamentais pós-pandemia
A atual pandemia do novo coronavírus já é encarada como o evento histórico mais significativo desde a II Guerra Mundial. De fato, a letalidade do vírus pode ser comparada a de um conflito armado de escala global. Até o momento, o Covid-19 vitimou mais de 200 mil pessoas e segue se espalhando mundo afora.
Mas, para além do número de mortes, o que chama a atenção são os impactos na vida em sociedade. Podemos dizer que existirá um mundo antes e um mundo depois da pandemia. Alguns especialistas, como Átila Abreu – pós-doutor em Microbiologia pela Universidade de Yale, há algum tempo, vêm desenhando esse cenário.
“Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses”.
Muitas dessas mudanças já podem ser sentidas na prática, mas quais são as principais perspectivas para um mundo pós-pandemia? Nós tentamos responder a essa pergunta neste artigo. Confira.
Novos parâmetros de convívio social
Ainda não sabemos quando teremos uma vacina disponível para toda a população ser imunizada contra o novo coronavírus. Em um cenário otimista, alguns especialistas apontam que até 2022 isso aconteceria. Até lá, devemos intercalar períodos de “normalidade” e isolamento.
O fato é que é difícil falar em normalidade tendo como parâmetro um cenário pré-pandemia – há quem diga ser impossível. Nossos padrões de sociabilidade nunca mais serão os mesmos, ainda que tenhamos a tão sonhada vacina. A ameaça de um vírus que se espalha por indivíduos assintomáticos, cuja taxa de infecção é altíssima e com letalidade alta entre grupos de risco, sempre nos assombrará.
Dessa forma, devemos nos acostumar – e não se sabe por quanto tempo – com um mundo sem eventos públicos, festas com mais de 50 pessoas, shows, bares lotados, entre outras cenas comuns de nosso cotidiano.
Para além disso, ainda temos a cartilha de praxe em um cenário de pandemia sendo normalizada, com pessoas de máscaras pelas ruas, controle de acesso a ambientes fechados, cuidados redobrados com higienização, entre outras medidas.
Telemedicina como tendência
No atual cenário de pandemia, as atividades ligadas à saúde estão em evidência. Fala-se muito em risco de colapso dos sistemas público e privado, necessidade de se “achatar” a curva de contágio e construção de hospitais de campanha.
Em meio a tudo isso, vem ganhando destaque a telemedicina, serviço, até então, ofertado prioritariamente por healthtechs, startups que atuam com tecnologia na saúde. Para quem não conhece, essa é uma modalidade de atendimento remoto, em que pacientes podem realizar consultas por chamadas de vídeo.
Em seu contato com o médico a distância, ele pode relatar seus sintomas, compartilhar resultados de exames e qualquer outro tipo de informação considerada relevante. Com o isolamento social e em um contexto em que hospitais e clínicas se tornaram centros de contágio, as operadoras de planos de saúde que ainda não ofertam essa modalidade de atendimento estão se preparando para isso.
Trabalho remoto pode vir para ficar
O trabalho remoto, o famoso home office, já é adotado por milhões de empresas mundo afora, mesmo antes do início da pandemia. No entanto, esse regime de trabalho estava longe de ser a realidade da maioria das organizações, que com o isolamento social tiveram que se adaptar.
Essa experiência forçada pode ter inaugurado uma nova fase no mundo corporativo, em que os colaboradores, sempre que possível, realizem suas atividades em casa. As vantagens são muitas: elimina-se tempo com deslocamento, estresse no trânsito e, ao mesmo tempo, permite-se que as famílias convivam por mais tempo.
Encapsulamento 2.0
Passadas algumas semanas de isolamento social, muitas pessoas têm ressignificado o que é ficar em casa. Na impossibilidade de comer em restaurantes de sua preferência, por exemplo, por que não aprender a cozinhar? Cinema? Só se for na sala. Parques? Viagens? Nem pensar.
Na impossibilidade de cultivar os mesmos hábitos de uma vida pré-pandemia, a solução encontrada por muita gente é adaptar o espaço doméstico para as atividades de lazer, trabalho e até para exercícios físicos.
Alguns especialistas têm chamado essa nova perspectiva de vida de encapsulamento 2.0 e apontam que essa é uma tendência que pode permanecer até mesmo depois das medidas de isolamento.
É claro que as pessoas retornarão para as fábricas, escritórios, escolas, faculdades e espaços públicos. No entanto, para as pessoas que vivenciaram uma experiência positiva de permanecer em casa como nunca haviam feito antes, desenvolvendo várias atividades com relativa normalidade e bem-estar, pode ser um caminho sem volta.
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Robson Oliveira
Publicitário, empresário desde os 20 anos em diversos setores, Diretor da Atlântico Corretora de Seguros.
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